Chamamos de licenciamento livre aquilo que se convencionou denominar copyleft, ou seja, o uso dos direitos autorais e patrimoniais para vedar a apropriação do trabalho imaterial e dos bens culturais e científicos como capital. Isso não impede que a produção intelectual circule como mercadoria, que possa ser comprada e vendida em um mercado. Mas impede que seu valor de troca governe seu valor de uso, ou seja, evita que seja realizada ou exista apenas para gerar lucro, garantindo que seu fim é ser útil.

Como uma mercadoria, a produção intelectual livre é uma objetificação do trabalho humano. Mas como não pode ser açambarcada apenas para gerar lucro, seu fetichismo (se houver) é bem outro. Essas diferenças tem sugerido para muitos que estamos assistindo (e colaborando para) o surgimento de um mercado_pós-capitalista.

O licenciamento livre compreende a publicação de obras segundo diversas licenças, que são contextualmente vinculadas à produção de software, mas se alastra rapidamente para a música, o hardware, a literatura e para potencialmente todos os domínios da produção intelectual.

Embora parte das licenças geradas pelo sistema do Creative Commons garantam essa forma de circulação do conhecimento, há licenças que são muito pouco menos restritivas, quanto à apropriação social, do que o copyright tradicional ("todos os direitos reservados")

Embora o domínio da produção em artes plásticas e visuais exija algumas ajustes específicos, pode-se utilizar diversas referências destas licenças para jogar conceitualmente com o licenciamento e participar do [ANTRO]

licenciamento_livre (last edited 2008-03-21 15:35:15 by localhost)